Apresentação do Blog Beit Mashiach
- 2 de jun.
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Atualizado: 28 de jun.
Se, porém, algum de vós necessita de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e sem reprovação; e ser-lhe-á concedida. (Tiago 1:5).
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A.W. Towzer diz no livro "Man: The Dwelling Place of God (O Homem: A Habitação de Deus"), que o homem ou a mulher que alcançou uma experiência pessoal com a Presença divina, além de ter sua vida fortemente impactada, não encontrará muitas pessoas que o compreendam. Essa pessoa segue um caminho solitário na maior parte do tempo.
Ela é como o povo descrito em Números 23:9, que "habita sozinho",
longe das distrações e não é "contado entre as nações".
Essa pessoa frequentemente está absorta em seus pensamentos,
em meio à ruidosa conversa de sua comunidade.
Por isso, ela ganha a reputação de ser enfadonha, por vezes é até mesmo evitada.
Segundo Towzer, "a solidão do crente resulta do seu árduo esforço
para andar com Deus em um mundo ímpio".
A solidão o afasta da comunhão com o mundo não regenerado,
não por vontade, mas por total incompatibilidade.
Assim, ela se isola desse ambiente inadequado e abandona a sociedade secular e mundana.
Na sua solidão ela encontra poucos nesse mundo, ou até mesmo nenhum,
como já aconteceu nos tempos antigos: "Procurei um entre mil e não encontrei".
Essa solidão a leva de volta a Deus, o único lugar da sua alegria e regozijo.
É o que a impulsiona a buscar a realização que não encontra em nenhum outro lugar,
em nenhum outro ser humano, apenas no profundo amor ao Pai Celestial.
É justamente aí no deserto da alma, que Deus a encontra e cuida dela,
lava, limpa, purifica, instrui e guia seus passos para o seu destino.
Este é o mais solitário, profundo, belo e verdadeiro encontro.
Assemelha-se a um poço no deserto, a um encontro com o anjo do Senhor,
que foi enviado para nutrir a alma não com águas amargas, mas com águas vivas,
não para julgar, mas para restaurar.
E não há lugar no mundo tão maravilhoso, tão sagrado e tão perfeito como este.
Paradoxalmente, a pessoa que tem a experiência de um encontro pessoal
com seu Pai Celestial também tem que interagir de alguma forma.
Mas como ela pode ter a audácia de emitir uma única palavra sobre os assuntos do céu?
E de onde extrai a coragem de compartilhar seus estudos pessoais numa arena de leões?
É o próprio Deus que a empurra para fora, para escrever, para falar, como um tipo de envio.
Ela precisa levar a mensagem para outras pessoas, alcançá-las.
Mesmo que seja ainda uma mensagem imperfeita, incompleta,
própria de quem teve a ousadia de olhar para assuntos difíceis demais.
Assim ela segue seu Mestre, o próprio Senhor Jesus, o justo perfeito
que serviu e sofreu para o resgate de muitos de volta ao Pai Celestial.
Então, aqui está uma dessas pessoas, uma buscadora de Deus,
consciente de suas imperfeições, fraquezas e coração partido, mas ainda assim,
compartilhando a maravilhosa mensagem da salvação que recebeu.
Como um pobre compartilhando com outro pobre.
Um fraco com um outro imperfeito.
Pois os pobres se entendem.
De graça recebeu, de graça deu. Sem dinheiro e sem preço.
Sem nada cobrar, senão os olhos, os ouvidos, o coração,
e sem nenhuma autoridade, senão a do seu professor de toda a vida.
Ela faz de sua pequenina casa para ser a casa de seu amado Messias
e agora divide com você a pequena fatia de pão que recebeu,
pão com sal, a sua mesa.

